5. COMPORTAMENTO 7.8.13

1. SELEES  PROCURA DE UM QG
2. A FORREST GUMP DE SAIAS
3. LUXO FEITO DE PLSTICO
4. AS VTIMAS DA ESCOLA DO TERROR

1. SELEES  PROCURA DE UM QG
Mesmo sem classificao garantida para a Copa do Mundo, equipes j disputam centros de treinamento e hospedagem para servirem de base durante a competio
Joo Loes, Laura Daudn e Rodrigo Cardoso

Brasil, Japo, Espanha, Austrlia, Ir e Coreia do Sul so as nicas selees j garantidas para a Copa do Mundo do ano que vem. Mas isso no impede que as outras equipes na disputa por uma vaga no Mundial 2014 sofram uma marcao cerrada de autoridades pblicas e cartolas brasileiros que representam os chamados centros de treinamento de selees (CTs). Esses locais esto credenciados pela Fifa para servir de quartel-general das delegaes durante o Mundial e os municpios onde eles se encontram travam uma disputa para receber uma seleo estrangeira. Mesmo sem saber se estaro na disputa, os pases esto conhecendo as instalaes e as cidades onde devero ficar, no mnimo, um ms.

EM CAMPO - Delegao da Frana vistoria o Estdio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul

Secretrio de Esportes e Lazer de Caxias do Sul, Washington Cerqueira, ex-centroavante da Seleo, j entregou uma cartilha com informaes da cidade para o vice-presidente da federao italiana, Demetrio Albertini, e aproveitou o perodo da Copa das Confederaes no Pas, em junho, para se encontrar, em Braslia, com Tetsu Hirai, diretor da federao japonesa de futebol. Durante esse torneio, dirigentes de vrias delegaes estiveram por aqui e, consequentemente, o corpo a corpo feito pelos representantes dos 70 CTs habilitados  espalhados por 16 Estados  se intensificou. Neste ms, a Match Hospitality, empresa detentora dos direitos do Programa de Hospitalidade da Fifa, ir distribuir uma espcie de livro com todas as informaes dos CTs brasileiros aos pases que pretendem se adiantar no processo de escolha de seu quartel-general.

Faz cerca de um ano que chefes de delegaes estrangeiras tm desembarcado no Brasil. Criteriosos, visitam centros de treinamento, vestirios, quartos de hotel, cozinhas e at lavanderias dos CTs. Somente em Itu, no interior de So Paulo, estiveram 12 comitivas desde o ano passado. A delegao da Alemanha foi l trs vezes  em uma delas, com o tcnico da equipe, Joachim Lw. Fomos aos dois hotis credenciados. Eles se preocupam em acomodar bem os familiares dos jogadores e montar um media center para atender os jornalistas, conta o prefeito Antonio Tuze. O tcnico da Blgica, Marc Wilmots, tambm se reuniu com autoridades brasileiras, em Itu, e vistoriou o Estdio Noveli Jnior.

So Paulo  o Estado com mais CTs credenciados: 26. Segundo na lista com 11, o Rio Grande do Sul recebeu representantes de 13 selees. Por causa da marcante presena da comunidade italiana no Sul do Pas, a federao russa, que tem como treinador o italiano Fabio Capello, esteve no Hotel e Spa do Vinho e no Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonalves. A Copa  negcio; o jogo  consequncia, diz Kalil Sehbe, coordenador-geral do Comit Gestor da Copa 2014 do Rio Grande do Sul. No Mundial de 2010, na frica do Sul, cada torcedor que acompanhava a sua seleo durante os treinamentos deixava na cidade, em mdia, R$ 11,5 mil, estimam gestores brasileiros do Mundial.

O Botafogo, de Ribeiro Preto (SP), fechou com a Frana para uma pr-temporada antes do Mundial, segundo o presidente do clube, Gustavo Ferreira. Os franceses ficaro hospedados no hotel JP e treinaro no CT Manoel Leo e no Estdio Santa Cruz, diz ele. O grupo francs no se manifestou sobre a informao. Noruega e Sucia, pases que pouco desfrutam do calor, estiveram em Porto Seguro, na Bahia, onde visitaram o Resort La Torre. A menos de um ano para a Copa, cada vez mais selees iro ratificar a sua vaga e a sim o mapa dos quartis-generais dos times ser revelado de vez.

COMITIVA - O tcnico Joachim Lw (no destaque,  dir.), da Alemanha, em Itu, interior paulista, vistoriando hotel e campos. Acima, detalhe do saguo do CT do Atltico Paranaense


2. A FORREST GUMP DE SAIAS
Quem  a maratonista inglesa que, ao perder um voo que saa da base do Monte Everest com destino a Katmandu, no Nepal, decidiu percorrer correndo os 320 quilmetros da distncia
Joo Loes

Quando a ultramaratonista inglesa Lizzy Hawker, 36 anos, percebeu que o voo que a levaria a Katmandu havia sido cancelado, teve uma ideia. Conhecedora da regio, ela sabia que, de onde estava, na base do Monte Everest, a distncia at a cidade no passava de 320 quilmetros. Em minutos, Lizzy resolveu que no esperaria outro voo, mas que correria esse percurso  os 320 quilmetros. Setenta e uma horas e vinte cinco minutos depois, a inglesa chegava, cansada, mas inteira, ao seu destino final, superando o tempo de 74h36 que registrara ao percorrer o mesmo trecho em 2007. Economizou na passagem e ainda bateu um recorde pessoal. Embora seja uma das mais impressionantes histrias dessa superatleta, a corrida do Everest a Katmandu  s mais uma entre as muitas faanhas da determinada Lizzy Hawker. Hoje tida como a maior ultramaratonista inglesa em atividade e uma das mais importantes do mundo, ela vem chamando a ateno pelo volume de provas das quais participa, muitas tidas como as mais desgastantes do mundo, e pelos resultados que tem obtido. Mas competio s  bom quando voc compete contra si mesmo, diz. O desafio so a natureza, as montanhas, o clima e o corpo.

HEPTACAMPE - Lizzy Hawker treina nos alpes franceses, onde ganhou cinco vezes a prova "Ultra-Trail du Mont-Blanc", de 166 km

 o que resta a quem no encontra oponentes  altura nas competies em que ingressa. Em um perodo de quatro semanas de 2012, por exemplo, Lizzy venceu pela quinta vez a durssima Ultra-Trail du Mont-Blanc, de 166 quilmetros, na Europa; quebrou o recorde mundial da Spartathlon Ultra Race, na Grcia, de 249 quilmetros; e, mesmo depois de sofrer uma dura queda, terminou bem os 160 quilmetros da Run Rabbit Run, nos Estados Unidos. Os ttulos se somam aos outros 35 primeiros lugares que ela j acumulou em disputas na sua categoria desde que comeou a competir, em 2005.  poca, Lizzy j corria todos os dias, mas no se imaginava competindo em provas de alta performance, muito menos de longa durao. Foi num fim de semana acampando perto da pequena cidade de Chamonix, na Frana, onde a Ultra-Trail du Mont-Blanc comea e termina, que o interesse pela ultramaratona surgiu. Ao ver o movimento para a prova, por impulso, Lizzy se cadastrou para correr e conseguiu uma vaga. Acho que foi mais uma desculpa para continuar nos Alpes e no ter que voltar para a Inglaterra, onde eu tinha acabado de entregar o meu doutorado, afirma ela, Ph.D. em oceanografia polar pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Com uma mochila emprestada  grande demais para o seu corpo , um par de tnis de trilha recm-adquirido e uma headlamp (lanterna que fica presa  cabea e ilumina a trilha), ela no s correu todos os 166 quilmetros como terminou a prova em 26h53, a primeira entre as mulheres a chegar e a 24a no quadro geral. Logo depois da corrida, foi procurada por uma famosa empresa americana especializada em roupas e equipamentos para esportistas de alto rendimento, que ofereceu um patrocnio. Lizzy aceitou, mas colocou algumas condies. Continuaria treinando sozinha, sem um tcnico, e no faria parte de equipes nem se submeteria a exigncias de especialistas contratados pela marca, como nutricionistas. Mas que ningum se engane: o ultramaratonismo  um esporte profissional, diz Marcos Paulo Reis, professor de educao fsica h mais de 20 anos e treinador de corrida e triatlo.  para atletas de altssimo rendimento e traz consigo os riscos desse tipo de atividade, como leses por estresse. Ou seja, correr 166 quilmetros  uma habilidade fsica rara e que requer muito treino.

E se engana quem pensa que ter resistncia fsica basta. Reis lembra que, em provas que chegam a durar 24 horas, o atleta precisa se reabastecer de energia enquanto corre. Fazer esse aporte calrico durante a corrida talvez seja um dos maiores desafios no treinamento desse tipo de atleta, afirma. Embora a tecnologia de suplementos alimentares e barras de energia tenha avanado muito, nenhum corpo est acostumado a processar alimentos e gerar energia nessas condies.  uma coisa que voc consegue com o tempo e com muito treino, refora Valmir Nunes, ultramaratonista brasileiro de 49 anos que, em maro de 2013, correu uma prova de 161 km na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Suportar dores lancinantes tambm faz parte da rotina desse tipo de corredor, que depois de oito ou dez horas correndo a cerca de 14 km/h sente, como ningum, o peso do prprio corpo. Mas  prazeroso, diz Nunes. Lizzy, com o ar plcido que lhe  peculiar, tambm garante sentir prazer no que faz. Acho que todos ns procuramos por alguma coisa na vida. Eu tenho encontrado essa coisa na corrida, diz.


3. LUXO FEITO DE PLSTICO
As grifes mais exclusivas do mundo adotam o plstico como elemento central de suas novas colees de roupas e acessrios 
Natlia Mestre

O desfile da coleo outono-inverno 2014 da grife britnica Burberry, em Londres, provocou alvoroo ao exibir o plstico PVC, tambm conhecido como vinil, no lugar do tradicional gabardine nos lendrios trench coats da marca. A grife, que j vinha namorando o material ao us-lo anteriormente em seus acessrios, resolveu aplic-lo tambm nas suas roupas  na confeco de saias, casacos e outras peas de alfaiataria do guarda-roupa masculino e feminino. Assim como ela, outras grifes como Chanel, Valentino e Christian Louboutin apostaram no plstico como elemento central de suas colees. E o material no apenas se confirma como tendncia absoluta de moda, como tambm deixa o status de produto barato para se transformar em matria-prima sofisticada e preciosa para a indstria do luxo. O termo plstico era pejorativo at alguns anos atrs, sinnimo de baixa qualidade, afirma Sidney Rufca, coordenador do curso de design de produto do Centro Universitrio Belas Artes, em So Paulo. Hoje temos vrios tecidos plsticos de alta tecnologia e excelente acabamento.

Costuma-se chamar de tecido plstico, na verdade, o grupo dos polmeros que compem as fibras termoplsticas, como o polister, a poliamida, o polipropileno e a polivinlica. Cada um deles possui caractersticas qumicas individuais, que devem ser levadas em conta para a fabricao do produto final. Algumas fibras, por exemplo, so mais flexveis, ideais para um casaco que precisa ser confortvel e ter bom caimento, enquanto outras so mais resistentes, boas opes para bolsas estruturadas. O plstico  um excelente investimento, por ser extremamente moldvel, o que confere uma flexibilidade infinita de criaes, diz Tas Remunho, professora do departamento de moda da Faculdade Santa Marcelina, em So Paulo. Para se ter uma ideia, o polister  hoje a matria-prima mais fabricada no mundo e a indstria do luxo teve de se apoderar dele porque seus antigos materiais nobres, como a seda, so cada vez mais escassos e caros. As cores mais vivas e o brilho dos materiais sintticos so muito atraentes, afirma Tas. Alm de ser uma alternativa mais duradoura e que agrada esteticamente, os tecidos plsticos so mais sustentveis. O polister, por exemplo,  a fibra mais ecolgica que existe, pois  o material presente nas garrafas Pet, altamente reciclveis. Mas isso no quer dizer que os produtos, como os exibidos nestas pginas, sejam baratos. Tratando-se de grifes de luxo, plstico vira ouro.


4. AS VTIMAS DA ESCOLA DO TERROR
Oito meses depois de revelarem as cenas de maus-tratos contra crianas de menos de 5 anos praticados pela dona de uma escola infantil, em So Paulo, as famlias no conseguem superar o trauma da violncia. E a professora no foi punida
Nathalia Ziemkiewicz

"Ela apertava minha boca, me beliscava e batia para eu comer, relata Felipe Moraes, 6 anos. A tia Conceio era uma bruxa, mas a gente no tinha o telefone da polcia para contar o que ela fazia. Sem tirar os olhos do tablet apoiado em seu colo, o garoto de bochechas coradas relata suas memrias da escola infantil de classe mdia alta Trenzinho Feliz. Boa parte de suas referncias foi construda naquele endereo da Vila Mariana, zona sul de So Paulo, onde estava desde os seis meses de idade em perodo integral. Em dezembro do ano passado, uma funcionria revelou os maus-tratos aos quais as crianas ali matriculadas eram submetidas com a ajuda de uma cmera escondida. Enquanto alimentava os alunos grosseiramente, a diretora-pedagoga Conceio Tomaz Cruz dava puxes no cabelo e na orelha, tapa na cara, chacoalhes. H relatos de que os obrigava a engolir o prprio vmito, provocado pelo excesso de comida. Felipe e seus colegas no podiam contar a ningum, sob uma suposta ameaa da diretora em cortar a cabea dos pais. Os mesmos que pagavam mensalidade superior a R$ 1.500, confiaram na tradio de 30 anos da instituio e nas credenciais acadmicas de Conceio. Logo depois que o escndalo veio  tona, a escola foi fechada e a diretora foi denunciada por maus-tratos. Mas o terror que essas crianas to pequenas passaram ainda reverbera na rotina das famlias, muitas sob tratamento psicolgico e medicao. H at quem mudou de cidade para tentar superar o trauma. Enquanto isso, a diretora aguarda a deciso da Justia em sua casa, em So Paulo, e leva uma vida normal.

TRAUMA - Quando no comia, Felipe apanhava na escola. Seus pais, Evandro e Flavia Moraes, no sabiam, mas estranhavam seu comportamento agressivo

Como eu poderia desconfiar?, afirma o gerente-comercial Evandro Moraes, pai de Felipe. Meu filho sabia ler e escrever aos 5 anos, supus que a escola fosse competente. A culpa permanece latente nesses pais  eles no se perdoam por ter ignorado ou subestimado os sinais de suas crianas (leia o quadro na pg. 62). Muitas delas se expressam por meio de comportamentos incomuns, outras pelo universo ldico da fantasia. Felipe, por exemplo, adquiriu uma averso a queijo e se tornou agressivo a ponto de dar socos e chutes. J Rafaela, aos 5 anos, comeou a brincar com as bonecas de um jeito diferente: dizia se chamar Conceio e fazia com que elas engolissem comida  fora. A me, Priscilla Lomovtov, achou que era apenas fruto da imaginao. A ideia de que aquilo acontecesse de verdade era surreal demais para acreditar. Em outra casa, quando Luciana Lopes perguntava ao filho de 4 anos por que ele chegava da aula com fezes, Guilherme saa correndo e chorava. Segundo depoimentos, os alunos que se recusavam a fazer as refeies eram colocados de castigo por horas em um cmodo escuro e sem acesso ao banheiro.

 O Ministrio Pblico ofereceu uma denncia de maus-tratos contra Conceio. Se condenada, a previso  de que fique cerca de um ano presa. A deciso contrariou a vontade dos pais. Eles pediam que a diretora fosse incriminada por tortura, sujeita a uma pena muito mais rigorosa. ISTO solicitou uma entrevista com a acusada, mas ela se negou. Seu advogado, Antnio Sidnei Ramos de Brito, afirma que a cliente est desempregada, j foi agredida fisicamente e no se sente preparada para falar. O processo corre em sigilo e a primeira audincia est marcada para janeiro de 2014, mais de um ano depois da data das cenas anexadas como prova. S ento sero feitas as avaliaes psicolgicas de 19 crianas por profissionais do Tribunal de Justia  com resultados prejudicados, devido ao tempo entre os episdios e os exames.

O advogado Brito diz que Conceio assume o tapa na cara da aluna Valentina, com 2 anos na poca, que aparece nas gravaes que repercutiram em todo o Pas. Teria sido uma exceo, atitude estpida de descontrole emocional, em virtude dos medicamentos para emagrecer que a diretora tomava. No vou admitir a transferncia de responsabilidade, afirma. Alguns pais no tinham competncia para a maternidade, talvez esses traumas tenham sido causados por eles, no pelo que alegam ter acontecido no colgio. Consultada, a Secretaria Municipal de Ensino explicou que a licena de funcionamento da Trenzinho Feliz foi cassada em janeiro, mas Conceio poderia pedir autorizao para abrir outra escola, solicitao essa que passar por uma avaliao. Enquanto isso, alguns pais mantm um grupo na internet em que trocam informaes sobre a evoluo dos filhos. H tambm processos cveis pedindo ressarcimento das mensalidades pagas  escola como forma de indenizao.

Especialista em crianas e adolescentes, a psicloga Ceres Arajo analisa que a diretora era uma das figuras adultas mais presentes no cotidiano desses meninos e meninas. Um modelo hostil e assustador que provocou uma complicada inverso de valores. Ela no s transformou a escola em um ambiente inseguro como abalou a confiana que tinham em vnculos muito prximos, diz. Isso explica por que as crianas comearam a verbalizar situaes apenas agora, meses depois de o episdio vir  tona. H um longo perodo de estresse aps o trauma. Felipe teve transtornos de adaptao na nova escola e estranhou que no havia castigo por l. Rafaela ainda tem muitos pesadelos e dificuldade de fazer amizade. Guilherme teme ficar sozinho e desenvolveu um problema na tireoide. A alimentao  uma das primeiras referncias afetivas, mas essas crianas a associaram com sofrimento e vergonha, afirma a presidenta da Associao Brasileira de Psicopedagogia, Quzia Bombonatto.

Segundo especialistas, os alunos da Trenzinho Feliz correm o risco de apresentar distrbios alimentares, alm de problemas com aprendizagem e relacionamento. A sorte, dizem os especialistas, est na elasticidade do sistema nervoso dos pequenos, capazes de reelaborar as experincias negativas com acompanhamento psicolgico e referncias amorosas. O impacto nos pais, no entanto, pode ser mais complexo. Evandro e Flavia Moraes confessam que a histria quase os levou  separao e recorreram  terapia de casal. Estvamos em p de guerra, botando a culpa pelo que aconteceu no outro, diz Flavia. Priscilla Lomovtov no se sente tranquila para deixar a filha com ningum. Luciana Lopes toma remdios contra depresso, recebeu afastamento mdico do trabalho e se mudou com a famlia para Guarulhos. Eu fiquei com muita raiva, queria caar aquela mulher de qualquer jeito, nunca mais tive paz de esprito.

